Thiago Elniño exalta a identidade religiosa negra no clipe “Diáspora”

Texto Luisa Ritter

Quando motivado por uma grave eternidade o rapper de Volta Redonda, RJ, Thiago Elniño, 30 anos, foi parar em um terreiro de umbanda e ouviu de um guia as seguintes palavras: “Tudo isso foi preciso para que você viesse aqui encontrar sua identidade, o sentido das coisas que você canta” ele não esperava que isso fizesse sentido tanto rápido.

Um ano depois, com o lançamento do clipe da musica “Diáspora” nesta terça-feira (23), que tem produção musical do curitibano Vinicius Nave e visual de Fabricio Mangel, a experiência passa a fazer todo sentido.

Gravado no mesmo terreiro onde o rapper teve seu encontro com a umbanda e ate hoje é frequentador, e em uma antiga fazenda no interior do Rio que já abrigou mais de dois mil escravos e hoje da espaço a uma escola, o clipe é bem direto ao mostrar elementos da religião misturados a já tradicional estética de clipes de hip hop onde o MC quase que o tempo todo rima para a câmera, a urgência com que isso é feito busca um equilíbrio entre a beleza das locações e a agressividade com que o Elniño rima no muito bem trabalhado instrumental produzido por Nave — importante nome da cena Hip Hop que atualmente produziu os discos de Karol Conka e Ogi (o melhor de 2015 pelo RND),  e singles de sucesso para Emicida e Marcelo D2.

Foto Fabricio Mangel2 (1)

Diáspora” é o primeiro single do EP “Filhos De Um Deus Que Dança“, também produzido por Nave e que busca a síntese entre tambores ligados a religiões e culturas de matrizes africanas, pontos cantados e versos de rap que abordam a retomada de identidade do povo negro e suas raízes africanas!

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Núcleo de jornalismo e conteúdo do RND. Sob a direção de Anderson Morais.